24.10.08

Provavelmente, não

Anúncio em ônibus na Inglaterra:



Vi no blog do Gaiman, que disse que apesar de ser um anúncio ateísta, parece mais agnóstico. Sou obrigado a concordar.

Mais sobre o assunto no Guardian.

18.10.08

Selma Blair, a Mulher Maravilha



Além de fofinha, ela é mágica! MÁGICA!

Os autores.

11.10.08

Quando o básico faz a diferença

Gabeira está longe de ser meu candidato ideal. Discordo de muitas de suas idéias. Num mundo ideal, ele jamais seria uma possibilidade de voto pra mim. Entretanto, no mundo (e principalmente no país) em que vivemos, ele não apenas aparece como uma boa opção como em alguns momentos parece ser a única voz racional na política brasileira.

Chega a ser ridículo usar a honestidade como diferencial numa campanha política. Honestidade deveria ser pré-requisito. Infelizmente não é. E aí é que um político pelo qual não tenho afinidade alguma acaba se destacando por apresentar o que deveria ser a característica básica de toda pessoa disposta a ocupar cargo público.

Nunca me senti tão representado por um representante legislativo quanto no momento em que Fernando Gabeira apresentou de maneira clara e direta a indignação contra a postura e as ações do então presidente da Câmara de Deputados. Ali pouco importava a inclinação política do parlamentar, era um ato de cidadania. Gabeira usou sua posição como deputado federal para explicitar o que todo brasileiro honesto, seja de esquerda, de direita, religioso, ateu, analfabeto ou acadêmico, estava sentindo.

Gabeira entrou na campanha para prefeito com uma promessa pré-eleição: não sujaria a cidade com os conhecidos e onipresentes "santinhos" de candidato. É claro que todos já escutamos essa mesma promessa de diversos candidatos de diversos partidos em eleições anteriores. Mas o candidato do Partido Verde cumpriu sua promessa até o final do primeiro turno (o que não se pode dizer de outros candidatos do mesmo PV, uma triste ironia pra um partido cuja principal bandeira é causa ecológica).

E qual é a relevância de não usar "santinhos"? Em uma eleição local, digo que é de extrema importância. Demonstrar preocupação com a cidade que pretende governar é o mínimo de coerência que espero de um candidato. Como no exemplo anterior, deveria ser algo básico, mas acaba sendo um diferencial.

Para o segundo turno, Gabeira declarou que está disposto a aceitar qualquer apoio, com a ressalva de que o apoio não vai se refletir em loteamento de cargos por indicação política em caso de vitória. Já li por aí que muita gente duvida dessa proposta. Mas dou meu voto de confiança ao candidato.

Ganhando ou não, o grande mérito de Gabeira nesta eleição foi provar que é possível fazer uma campanha vitoriosa de uma forma diferente, sem utilizar as práticas eleitoreiras abusivas que prejudicam o país há tantas décadas. Ele prova que civilidade não é privilégio de esquerda ou direita, de juventude ou experiência. É, acima de tudo, uma questão de bom senso.