29.9.08

Caio, mas caio rindo



Adoro quando misturam bobagens da internet (como a Reversal Russa) com fatos noticiosos atuais (como a crise financeira). Deve ser síndrome de jornalista boboca.

25.9.08

Em busca do cálice sagrado

Por mais que as multinacionais queiram massificar o consumo, fazendo todos beberem aquele mesmo suco gaseificado e comerem na mesma lanchonete, cada um de nós tem sua excentricidade alimentícia. Isso vale na hora de juntar os ingredientes ao preparar uma refeição, mas também pros próprios produtos industrializados e prontos pra comer.

Um dos melhores salgadinhos pra molecada dos anos 80 era o Skiny. Além de mais saudável (pois "Skiny é assado, não frito"), o salgado feito de flocos de milho era mais saboroso e enchia menos que os concorrentes derivados de batata.

Então o Skiny começou a ficar mais difícil de encontrar, foi ficando mais raro, até que sumiu (ou assim pensei). A maior parte das pessoas simplesmente passou a consumir outro produto, mas não tirei da cabeça aqueles flocos de milho salgados.

De alguns anos pra cá é que voltei a ver o Skiny (em embalagem completamente diferente) surgindo milagrosamente (e aleatoriamente) em alguns pontos de venda. Nessas oportunidades sempre compro uns cinco de uma vez, pois nunca se sabe quando o próximo Skiny irá nos agraciar com sua presença.

Eis que ontem, ao passar no mercado pra comprar outra coisa, pensei em passar na prateleira esquecida onde os skinys costumam se esconder de olhares curiosos. Ao chegar lá, quase não acreditei no que vi: era o Skiny em sua embalagem original! Ou quase.

O lance é que a Mabel, a santa empresa que fabrica o produto, fez uma homenagem à embalagem original para comemorar os 35 anos do Skiny. A identidade visual simples, de poucas cores chapadas, o velho mascote bigodudo (décadas depois, descobri que ele se chama... "Bigodudo"!), a parte transparente que permite ver os skinys lá dentro (diziam que a transparência prejudicava a conservação de biscoitos, então a invasão da embalagem laminada opaca foi a marca dos anos 90). Enfim, é uma viagem saudosista.

Não acreditam? Então confiram algumas fotos que comprovam o relato.


Embalagem "modernosa" com bichinho idiota praticando "esporte radical".


A recriação do clássico!


A embalagem atual e a homenagem ao passado lado a lado.


Se não fosse pelo aviso "livre de gordura trans" na lateral, essa poderia ser uma embalagem de 20 anos atrás!


A marca comemorativa, com o velho Bigodudo!

E vida longa ao Skiny!

24.9.08

Ah, esses marqueteiros...



A nova campanha institucional dO Globo é marqueteiramente brilhante; não pelo que declara, mas pelo que omite. O mote é mostrar que o veículo transmite informação por todos os meios possíveis atualmente. E "possíveis", entenda-se, é sinônimo de "comercializáveis".

Pra demonstrar essa "ânsia de comunicação", a campanha sugere certas condições inexistentes de transmissão de informação. Fico imaginando como seria a campanha sem a omissão das intenções comerciais:

Informação.
Se existe escrita, nós escrevemos e vendemos.
Se existe online, nós atualizamos e exibimos numa página visualmente poluída por anúncios publicitários.
Se existisse líquida, nós engarrafaríamos e venderíamos.
Se existisse em árvore, nós colheríamos e distribuiríamos com adesivos dos nossos patrocinadores.


Ser uma empresa com fins lucrativos cuja matéria-prima é a informação não é um problema. Vivemos numa sociedade capitalista, onde tudo (inclusive a revolta e a indignação contra o próprio sistema) pode ser comercializado. O que é moralmente errado é tentar ocultar isso atrás de uma máscara altruísta e não-comercial, como a série de anúncios sugere.

Malditos marqueteiros!

13.9.08

Obrigado não!

Tenho visto muitas pessoas protestando na internet contra a obrigatoriedade do voto, pois não querem ser "obrigadas a votar". Concordo.

Mas não por não querer votar. Faço questão de exercer o direito do voto, mas acho que deveria ser isso, um direito, não um dever. Se você não quer votar, também não quero que você vote. Assim, você não fica aborrecido por perder um domingo de sol e fico feliz por meu voto ter um peso maior.

Se alguém quiser fazer campanha pelo fim da obrigatoriedade do voto, conte comigo. Já tenho até um slogan: quem não quer votar não merece votar!