26.12.08

Passeando na mente dos cartunistas



Depois do Laerte, agora o Sieber.

22.12.08

Guerra Particular



O pior é constatar que esse é um futuro provável, talvez iminente.

Tirinha do genial Laerte, é claro.

1.11.08

Frase do dia

"Religion is to spirituality what porn is to sex." - Grant Morrison (em entrevista ao Newsarama).

24.10.08

Provavelmente, não

Anúncio em ônibus na Inglaterra:



Vi no blog do Gaiman, que disse que apesar de ser um anúncio ateísta, parece mais agnóstico. Sou obrigado a concordar.

Mais sobre o assunto no Guardian.

18.10.08

Selma Blair, a Mulher Maravilha



Além de fofinha, ela é mágica! MÁGICA!

Os autores.

11.10.08

Quando o básico faz a diferença

Gabeira está longe de ser meu candidato ideal. Discordo de muitas de suas idéias. Num mundo ideal, ele jamais seria uma possibilidade de voto pra mim. Entretanto, no mundo (e principalmente no país) em que vivemos, ele não apenas aparece como uma boa opção como em alguns momentos parece ser a única voz racional na política brasileira.

Chega a ser ridículo usar a honestidade como diferencial numa campanha política. Honestidade deveria ser pré-requisito. Infelizmente não é. E aí é que um político pelo qual não tenho afinidade alguma acaba se destacando por apresentar o que deveria ser a característica básica de toda pessoa disposta a ocupar cargo público.

Nunca me senti tão representado por um representante legislativo quanto no momento em que Fernando Gabeira apresentou de maneira clara e direta a indignação contra a postura e as ações do então presidente da Câmara de Deputados. Ali pouco importava a inclinação política do parlamentar, era um ato de cidadania. Gabeira usou sua posição como deputado federal para explicitar o que todo brasileiro honesto, seja de esquerda, de direita, religioso, ateu, analfabeto ou acadêmico, estava sentindo.

Gabeira entrou na campanha para prefeito com uma promessa pré-eleição: não sujaria a cidade com os conhecidos e onipresentes "santinhos" de candidato. É claro que todos já escutamos essa mesma promessa de diversos candidatos de diversos partidos em eleições anteriores. Mas o candidato do Partido Verde cumpriu sua promessa até o final do primeiro turno (o que não se pode dizer de outros candidatos do mesmo PV, uma triste ironia pra um partido cuja principal bandeira é causa ecológica).

E qual é a relevância de não usar "santinhos"? Em uma eleição local, digo que é de extrema importância. Demonstrar preocupação com a cidade que pretende governar é o mínimo de coerência que espero de um candidato. Como no exemplo anterior, deveria ser algo básico, mas acaba sendo um diferencial.

Para o segundo turno, Gabeira declarou que está disposto a aceitar qualquer apoio, com a ressalva de que o apoio não vai se refletir em loteamento de cargos por indicação política em caso de vitória. Já li por aí que muita gente duvida dessa proposta. Mas dou meu voto de confiança ao candidato.

Ganhando ou não, o grande mérito de Gabeira nesta eleição foi provar que é possível fazer uma campanha vitoriosa de uma forma diferente, sem utilizar as práticas eleitoreiras abusivas que prejudicam o país há tantas décadas. Ele prova que civilidade não é privilégio de esquerda ou direita, de juventude ou experiência. É, acima de tudo, uma questão de bom senso.

29.9.08

Caio, mas caio rindo



Adoro quando misturam bobagens da internet (como a Reversal Russa) com fatos noticiosos atuais (como a crise financeira). Deve ser síndrome de jornalista boboca.

25.9.08

Em busca do cálice sagrado

Por mais que as multinacionais queiram massificar o consumo, fazendo todos beberem aquele mesmo suco gaseificado e comerem na mesma lanchonete, cada um de nós tem sua excentricidade alimentícia. Isso vale na hora de juntar os ingredientes ao preparar uma refeição, mas também pros próprios produtos industrializados e prontos pra comer.

Um dos melhores salgadinhos pra molecada dos anos 80 era o Skiny. Além de mais saudável (pois "Skiny é assado, não frito"), o salgado feito de flocos de milho era mais saboroso e enchia menos que os concorrentes derivados de batata.

Então o Skiny começou a ficar mais difícil de encontrar, foi ficando mais raro, até que sumiu (ou assim pensei). A maior parte das pessoas simplesmente passou a consumir outro produto, mas não tirei da cabeça aqueles flocos de milho salgados.

De alguns anos pra cá é que voltei a ver o Skiny (em embalagem completamente diferente) surgindo milagrosamente (e aleatoriamente) em alguns pontos de venda. Nessas oportunidades sempre compro uns cinco de uma vez, pois nunca se sabe quando o próximo Skiny irá nos agraciar com sua presença.

Eis que ontem, ao passar no mercado pra comprar outra coisa, pensei em passar na prateleira esquecida onde os skinys costumam se esconder de olhares curiosos. Ao chegar lá, quase não acreditei no que vi: era o Skiny em sua embalagem original! Ou quase.

O lance é que a Mabel, a santa empresa que fabrica o produto, fez uma homenagem à embalagem original para comemorar os 35 anos do Skiny. A identidade visual simples, de poucas cores chapadas, o velho mascote bigodudo (décadas depois, descobri que ele se chama... "Bigodudo"!), a parte transparente que permite ver os skinys lá dentro (diziam que a transparência prejudicava a conservação de biscoitos, então a invasão da embalagem laminada opaca foi a marca dos anos 90). Enfim, é uma viagem saudosista.

Não acreditam? Então confiram algumas fotos que comprovam o relato.


Embalagem "modernosa" com bichinho idiota praticando "esporte radical".


A recriação do clássico!


A embalagem atual e a homenagem ao passado lado a lado.


Se não fosse pelo aviso "livre de gordura trans" na lateral, essa poderia ser uma embalagem de 20 anos atrás!


A marca comemorativa, com o velho Bigodudo!

E vida longa ao Skiny!

24.9.08

Ah, esses marqueteiros...



A nova campanha institucional dO Globo é marqueteiramente brilhante; não pelo que declara, mas pelo que omite. O mote é mostrar que o veículo transmite informação por todos os meios possíveis atualmente. E "possíveis", entenda-se, é sinônimo de "comercializáveis".

Pra demonstrar essa "ânsia de comunicação", a campanha sugere certas condições inexistentes de transmissão de informação. Fico imaginando como seria a campanha sem a omissão das intenções comerciais:

Informação.
Se existe escrita, nós escrevemos e vendemos.
Se existe online, nós atualizamos e exibimos numa página visualmente poluída por anúncios publicitários.
Se existisse líquida, nós engarrafaríamos e venderíamos.
Se existisse em árvore, nós colheríamos e distribuiríamos com adesivos dos nossos patrocinadores.


Ser uma empresa com fins lucrativos cuja matéria-prima é a informação não é um problema. Vivemos numa sociedade capitalista, onde tudo (inclusive a revolta e a indignação contra o próprio sistema) pode ser comercializado. O que é moralmente errado é tentar ocultar isso atrás de uma máscara altruísta e não-comercial, como a série de anúncios sugere.

Malditos marqueteiros!

13.9.08

Obrigado não!

Tenho visto muitas pessoas protestando na internet contra a obrigatoriedade do voto, pois não querem ser "obrigadas a votar". Concordo.

Mas não por não querer votar. Faço questão de exercer o direito do voto, mas acho que deveria ser isso, um direito, não um dever. Se você não quer votar, também não quero que você vote. Assim, você não fica aborrecido por perder um domingo de sol e fico feliz por meu voto ter um peso maior.

Se alguém quiser fazer campanha pelo fim da obrigatoriedade do voto, conte comigo. Já tenho até um slogan: quem não quer votar não merece votar!

5.7.08

Defendendo o indefensável

Não vejo razão para fazer um texto sobre tudo o que é noticiado. O cotidiano da mais recente pseudocelebridade não vale nem a linha que gastei para falar disso agora. Falar contra atrocidades unânimes como Guantánamo é chutar cachorro morto. Vocês treze que costumam ler isso aqui sabem que minhas reclamações costumam ter como alvo coisas revoltantes que por algum motivo passam em branco, seja na mídia ou na sociedade em geral.

A lei que proibia a venda de bebidas nas estradas federais era, no mínimo, incoerente. Qualquer pessoa maior de idade tem o direito de comprar um produto de venda legalizada em território nacional. O consumo desse produto em certas condições é que deve ser combatido. Uma pessoa que dirige um veículo pode comprar quanta bebida alcoólica quiser. Mas não pode dirigir após consumir álcool. É nesse raciocínio que a lei sobre bebida nas estradas errou. E é neste mesmo ponto que a lei que proíbe a direção de veículos motorizados após a ingestão de álcool acerta.

Achei que não teria motivo pra comentar a nova lei. Pra dizer "até quem enfim" e "muito bem", é melhor simplesmente não dizer nada. Mas fui surpreendido pela reação da população contra essa lei, com argumentos que beiram o absurdo criminoso do total descaso pela vida.

Recentemente, o Douglas escreveu um texto demonstrando, através de uma noção amplamente aceita, que certo discurso era absurdo e criminoso. Extrapolando e expandindo a comparação, defender a combinação de álcool e direção é como defender a prática da pedofilia. Seguem alguns exemplos.

Mas ela faz dezoito daqui a dois meses. Deveria haver uma tolerância.

Não há tolerância porque não deve haver tolerância. O problema de conceder alguma tolerância na prática de um crime que coloca vidas em risco é que o criminoso recorrente tende a expandir cada vez mais a faixa de tolerância. Hoje é dezessete e seis meses, amanhã é treze. Hoje é uma cervejinha, amanhã são três uisquinhos.

A lei anterior tinha a tolerância equivalente a duas latas de cerveja. Como se sabe, os criminosos ignoravam esse limite, resultando em estatísticas de morte semelhantes às de uma guerra. Baixar a tolerância e aumentar a fiscalização é uma forma de tentar conter o abuso por parte dos criminosos.

Estão querendo mandar na minha vida pessoal; estão querendo me impedir de fazer sexo como bem entender.

O Estado não está se metendo na sua vida pessoal. Aliás, o Estado está pouco se lixando pra você. O Estado pretende apenas proteger vidas inocentes (ou pelo menos deveria). Na privacidade de casa (ou do motel), a pessoa pode fazer sexo da forma que quiser, usando os meios que achar necessários, desde que não seja com uma pessoa menor de idade.

Da mesma forma, na sua casa ou no bar você pode beber o que quiser, na quantidade que desejar (e que seu dinheiro permitir); pode perder a consciência de tanto beber, é problema seu. Você pode até mesmo ir dirigindo até o bar antes de beber. Só não pode dirigir um veículo depois de consumir bebida alcoólica.

A intenção não é limitar sua liberdade individual ou "cortar seu barato". O objetivo é simplesmente impedir um comportamento que representa um sério risco para a vida alheia. Vivendo em sociedade, não há liberdade plena. O seu direito acaba onde começa o direito do outro. Se o preço de proteger a vida de uma pessoa for tornar a vida de outra um pouco mais infeliz, que seja.

Ela tem 16, mas tem cabeça de 25; e a gente se ama de verdade.

Ah, a mais egocêntrica das justificativas: no meu caso é diferente. É lógico que você é contra a pedofilia, é um absurdo, as pessoas que praticam esse crime deveriam ser presas. Mas neste caso é diferente; ela nem parece ter menos de 18, é muito responsável, suas famílias aprovam. Temos que abrir uma exceção.

É claro que devem prender quem dirige depois de beber, são criminosos. Mas você sabe o seu limite; você tem boa resistência ao álcool, dirige com cuidado. Temos que abrir uma exceção.

Não temos, não. Simplesmente porque aqui todos se consideram exceção. E exceções abrem perigosos precedentes. Se há uma demanda da sociedade por mudanças na lei, que ela seja colocada de forma honesta, para gerar uma mudança universal, ao invés de privilegiar apenas um indivíduo ou grupo que se considera acima da lei. Dura lex, sed lex.

Esses casos de egocentrismo são os piores, pois, além de afetar os reflexos do motorista sem que ele perceba, o álcool tem o perigoso efeito de aumentar a confiança do motorista. E não há nada pior que um motorista com excesso de confiança.

Motorista não é piloto. Parece uma afirmação óbvia, mas muita gente não percebe a diferença. Um piloto procura dirigir contra o tempo, contra os adversários, num contexto onde tem a preferência sempre. Um motorista procura dirigir entre um ponto A e um ponto B, com segurança para si e para os outros, num contexto onde raramente tem a preferência. O motorista deve ser precavido, não ousado; cauteloso, não veloz. Um motorista muito confiante tende a correr riscos desnecessários. É aí que "acho que dá pra passar daquele sinal antes de fechar" e "acho que dá pra fazer aquela curva sem diminuir" se tornam acidentes com vítimas fatais, que na maior parte das vezes não são o condutor do veículo.

Exceções existem, claro. Mas não são tão comuns, nem tão perdoáveis quanto as pessoas costumam achar. Se o sujeito está tomando a sua cervejinha em casa assistindo ao futebol e a esposa grávida lhe diz que a bolsa rompeu, ele pega o carro sem pensar duas vezes e leva a mulher ao hospital, correndo o risco de ser preso. Sendo preso, explicará em juízo a situação emergencial, que pode atenuar ou mesmo anular a sua pena, mas também pode não resultar em alívio algum, pois o indivíduo poderia simplesmente ter chamado uma ambulância em vez de dirigir perigosamente, colocando diversas vidas (inclusive as de sua família) em risco.

Há muitas causas pelas quais vale a pena discutir, protestar, fazer panelaço. Colocar o prazer pessoal acima do respeito pela vida alheia não é uma delas.

22.6.08

O renascimento do panda-vermelho

Agora que o Download Day já passou e que todo mundo já ouviu falar do lançamento do Firefox 3, chega aquele momento em que acaba a euforia midiática e precisamos nos perguntar se o navegador é realmente essa maravilha toda. Acho que a resposta depende do que a pessoa quer ao navegar na internet.

Para o cara que não sabe nada de informática, não quer saber e tem raiva de quem sabe, que só entra na internet quando extremamente necessário e só em sites extremamente confiáveis, o IE dá pro gasto. O sujeito vai cansar de ver anúncios e coisinhas piscantes pipocando pela tela, mas não terá maiores aborrecimentos. O difícil é achar um usuário de internet com menos de 65 anos com esse perfil de navegação.

Para os demais, recomendo o Firefox. Não porque todos tenham os mesmos gostos e hábitos de navegação, mas porque o panda-vermelho é totalmente adaptável ao gosto do freguês. A partir de uma configuração-padrão muito econômica, é possível retirar todas as frescuras e ter um navegador mínimo. Ou ir ao outro espectro da navegação, instalar todas as extensões possíveis e ter um computador completo dentro do navegador. Tudo isso de graça, é claro.

Principais mudanças

Quem já estava acostumado com o Firefox 2 pode estranhar algumas mudanças. A renderização de algumas páginas está bem diferente, as opções são mais variadas (o que pode deixar usuário leigo meio perdido). Listo aqui as mudanças mais interessantes (com imagens de comparação retiradas daqui).

Menor consumo de memória - Não sei quanto a vocês, mas desde que descobri esse negócio de navegar com abas dificilmente fico com menos de oito abas abertas ao mesmo tempo (são 12 abertas no momento em que escrevo este post). E o FF3 teve uma redução brusca no consumo de memória, principalmente ao utilizar várias páginas. Esse é o tipo de mudança que pode não ser perceptível visualmente, mas faz uma tremenda diferença no rendimento do computador.

Downloads - Agora a pausa de um download é recurso "de fábrica". O gerenciador de downloads foi bastante modificado; a janela perdeu as bordas e ganhou um campo de busca, o nome dos arquivos foi ampliado e foram adicionadas informações sobre tamanho e site de origem do arquivo. Os links de "abrir arquivo" e "excluir da lista" sumiram (agora são usados o duplo-clique e o delete, respectivamente), o que me incomodou a princípio, mas que na verdade faz muito sentido, pois cansei de clicar acidentalmente nos links na versão anterior.





Nova barra de endereços - Ou "AwesomeBar", como os entusiastas chamam. Talvez seja a mudança visualmente mais significativa do FF3. A avaliação de segurança do site agora é feita por cores no botão à esquerda que contém o favicon da página. À direita, os ícones de RSS (nos sites com esse recurso) e a estrela que permite a a adição de favoritos com apenas um clique. E o segundo melhor recurso do novo navegador, a própria barra de endereços, com sua busca inteligente, que procura tanto pelo nome da página quanto pelo endereço e até por marcadores (mais sobre esse recurso adiante). E o interessante é que a barra tem aprendizado; quanto mais você navega, mais ela acerta. A impressão é a mesma que o uso do T9 em telefones celulares causa: você começa a digitar e pensa "esse troço lê a minha mente!".





Biblioteca – A nova versão do antigo gerenciador de favoritos mudou mais do que apenas o nome. Implementando a lógica do Gmail de marcadores em vez de pastas, o FF3 passa a usar marcadores também. Você quer colocar o MdM na pasta "blog", mas também quer colocar na pasta "HQ". Agora você pode, é só trocar pastas por marcadores. E como não há limite para os marcadores, aproveita e marca o MdM como "notícia" "cinema", "TV", "humor" e "peitinhos". Além disso, é possível criar pastas inteligentes, atualizadas automaticamente de acordo com determinados parâmetros criados pelo usuário.





Seleção múltipla – A nova barra de endereços pode ser "awesome", mas o melhor recurso do novo Firefox é esse aqui. Agora você pode selecionar trechos não-consecutivos de texto em uma página da internet (é só apertar Ctrl enquanto seleciona). Pode parecer besteira, mas sonhei com um recurso assim desde que conheci a internet. O fato de não precisar mais selecionar, copiar, mudar de janela/aba, colar e depois começar tudo de novo por diversas vezes é simplesmente a coisa mais útil que um navegador já fez por mim. O funcionamento ainda não é perfeito (todos os trechos são colados juntos como se fossem apenas um texto), mas já é um grande avanço.

Extensões

São elas que permitem a personalização de acordo com o perfil de cada usuário.Se o Firefox fosse um automóvel básico, as extensões seriam os opcionais. Muitos recursos das extensões se tornam tão indispensáveis que são adicionados na versão "de fábrica" posteriormente. Segue uma lista de algumas extensões que uso e considero indispensáveis.

Adblock Plus – A mais popular e mais polêmica extensão. Ela simplesmente torna a navegação mais limpa e agradável, bloqueando todos os anúncios (inclusive aqueles irritantes em flash) e outras imagens desnecessárias em um site que geram a conhecida poluição visual da internet. O problema é que na maior parte das vezes são os anúncios que permitem que a página exista (no caso da hospedagem de um site pessoal) ou garantem que um serviço continue gratuito (no caso de um site comercial). E aí, incomodar o usuário ou quebrar o site?

A resolução simples da questão passa por muito bom senso e pouca ingenuidade. Sabemos que não vamos clicar na maioria dos anúncios que vemos por aí, até porque estamos só de passagem pela maioria dos sites. Já no caso dos sites que visitamos sempre (que por acaso costumamos salvar como "favoritos"), é coerente liberar os anúncios (desativando o Adblock só naquela página) e vendo o que pode ser do nosso interesse, tendo em vista que uma página de que gostamos deve anunciar coisas de que gostamos (os anúncios do Google trabalham com essa lógica, sugerindo anúncios a partir do conteúdo do site). Agindo assim, você ajuda seu site favorito e ainda pode encontrar algo realmente útil pra você.

NoScript – Junto com o Adblock, essa extensão garante a limpeza e a tranqüilidade da sua navegação. Ela simplesmente bloqueia todos os scripts de uma página, a não ser quando permitido pelo usuário (através de uma lista branca). Só que algumas páginas precisam do javascript liberado para serem exibidas corretamente, então como saber o que liberar? A orientação básica é "se funciona, não mexa". Para as páginas que precisarem, você pode liberar o uso de cada script individual temporariamente (ou definitivamente, nas páginas favoritas). A configuração padrão exibe notificações a cada bloqueio e um ícone na barra de status, mas isso pode ser facilmente retirado nas configurações, resultando numa extensão invisível e eficiente.

IE Tab – Quem usa o Windows sabe que cedo ou tarde terá que utilizar o IE. Algumas páginas simplesmente não funcionam em outros navegadores. Nesses casos, só há duas coisas a fazer: reclamar com o webmaster (ou com o dono da página, seja empresa ou indivíduo) e abrir a mesma página com o IE. Só que em vez de copiar o endereço, abrir o IE, colar o endereço e clicar Enter, o IE Tab permite a abertura da página desejada no IE dentro do próprio Firefox com apenas dois cliques. A extensão ainda permite programar certos sites para abrirem sempre no IE embutido.

Tiny Menu – Essa extensão contribui muito para o ideal do "navegador mínimo". Que tal substituir todos aqueles botões de texto na barra de menu por um único botão do tipo drop-down. O melhor é que você escolhe quais itens mostrar ou recolher, de acordo com o uso. Graças a essa economia de espaço, coloco todos os itens e botões que utilizo na mesma barra.




Create Shortcut – Talvez o único recurso útil no IE que não foi adotado no Firefox tenha sido a capacidade de criar atalhos para sites na área de trabalho com apenas dois cliques. Essa extensão simples preenche essa lacuna, trazendo o recurso para o menu de contexto do Firefox. Muito útil pra salvar rapidamente resultados de pesquisa para ler mais tarde e/ou pra levar várias URLs de um computador pra outro por pen drive.

Mais informações

Notas da versão
Lista de novos recursos
Explicação sobre novos recursos (com imagens)
Guia visual das diferenças entre as versões (em inglês)
Algumas dicas de uso
Mais dicas de uso (em inglês, via OMEdI)

Pra terminar, uma brincadeirinha do pessoal da Mozilla pra quem já tem o Firefox 3.
Digite "about:robots" na sua barra de endereço, clique Enter e confira o resultado.

15.6.08

Meu novo "blog favorito"

O que não faltam por aí são blogs "temáticos" interessantes. De LOLCats a um Garfield sem Garfield, é "fácil" pegar uma idéia qualquer e produzir "conteúdo" sobre aquele assunto. Alguns até valem uma "olhada", outros uma visita "eventual", mas são raros os que podem ser considerados realmente "úteis" e "engraçados".

É o caso de The "Blog" of "Unnecessary" Quotation Marks. O título (com suas aspas desnecessárias) é "auto-explicativo"; o autor reúne uma série de "exemplos" de mau uso das aspas, muitas vezes gerando um involuntário efeito "cômico". Nele descobri que sou um verdadeiro "linguistic nerd".

Aliás, este "post" está "cheio" de exemplos de aspas inadequadas, exceto um, caso algum "leitor" queira procurar.

E não esqueçam:

14.6.08

De volta para o futuro

É claro que ninguém sabe (nem liga), mas este é o terceiro blog que escrevo. Os outros dois (ambos sistemas nacionais) faliram, levando com eles todos os textos da época em que eles ainda eram minimamente bons. Acabei mudando pro Blogspot e, na medida do possível, estou satisfeito com o sistema desde então.

Um recurso do qual sempre senti falta (é possível sentir falta do que só existe na sua imaginação?) é a postagem programada. De vez em quando, um texto só atinge todo o seu potencial se for publicado no momento correto. Pois agora (há algum tempo, na verdade) o Blogspot possibilita esse recurso.

Este post, além de avisar os (ainda mais!) desavisados, é um teste do recurso. Se funcionar, será publicado às 8h, quando estarei dormindo tranqüilamente. O crime perfeito!

3.6.08

Momento Battlestar Galactica

Pouco antes da decolagem, o comissário de bordo anuncia pelo microfone:

"O Comandante Apolo e sua tripulação agradecem a preferência e desejam a todos uma boa viagem".

Fiquei rindo sozinho no avião.

1.5.08

Cidade Calamitosa: o truque do troco

Um post recente da Bia me lembrou de uma outra safadeza muito comum dos serviços de entrega de gêneros alimentícios: o troco mágico. É assim: você faz o pedido, o total é, digamos, 31 reais e 90 centavos. Você pede pra trazer troco pra 35 reais. Quando chega o entregador, você confere o pedido, entrega 35 reais e espera receber três reais e dez centavos de troco, mas... abracadabra... só aparecem três reais. É mágica!

Isso sempre acontece comigo nos pedidos da Domino's (até parece nome de ilusionista mesmo - O Incrível Dominus!). A desculpa varia entre "esqueci o troco" ou "não me deram o troco na loja". Invariavelmente, tenho que insistir com o entregador para receber os dez centavos. E coitado daquele que vem com o papo de "são apenas dez centavos"; o infeliz é obrigado a ouvir meu discurso "na roleta do ônibus, 'apenas dez centavos' podem te obrigar a ir andando pra casa".

Já liguei algumas vezes pro atendimento da Domino's para reclamar do show de mágica. Sempre procuro deixar claro que o problema não é pagar dez centavos a mais ou a menos, é eles anunciarem um valor e praticarem outro. Se é tão difícil arranjar 10 centavos de troco, mudem o preço oficialmente pra 32 reais logo.

Sou suspeito pra fazer essa acusação, é claro, mas acredito que a culpa dessa prestidigitação toda é do "mago marqueteiro". O imbecil deve ter chegado à conclusão de que R$ 32 seria um valor muito alto, mas que R$ 31,90 teria o "efeito psicológico" de R$ 31, e na prática faria o consumidor pagar sem reclamar o valor desejado pela empresa. Malditos marqueteiros!

15.4.08

Verde azedo



A edição #515 de Época trouxe em sua capa a chamada "Compre verde – Como suas compras domésticas podem ajudar a salvar a Terra". Conforme é dito no editorial, essa foi a terceira vez em que a publicação lançou uma "edição verde", dessa vez com uma mudança do logotipo vermelho para o verde "para deixar clara a extensão do nosso compromisso". Meigo.

A matéria de capa é realmente muito informativa, mas a mensagem principal é completamente equivocada. Não salvaremos o planeta consumindo apenas melhor. Temos que consumir menos.

Em vez de simplesmente trocar o produto que polui mais por um que polui menos, é melhor abrir mão de um produto supérfluo e deixar de consumir recursos naturais. Já vi um Globo Ecologia dizendo que o consumidor deve procurar comprar roupas de marcas que usem tecidos e tintas cuja produção seja menos agressiva ao meio ambiente. Por que não dizer "antes de comprar uma roupa, seja ela mais ou menos poluente, procure algo parecido em seu armário que possa evitar a compra"?

Uma atitude responsável seria dizer "Se possível, não compre. Se for comprar, compre verde". Mas a moderação do consumo só é útil para o planeta, não para os interesses nacionais (afinal, todos querem o crescimento econômico). Também não seria uma bandeira vista com bons olhos pelas diversas empresas que compraram espaço publicitário na revista para veicular anúncios "verdes", geralmente pregando a "sustentabilidade" (palavrinha da moda que é apenas a boa e velha "responsabilidade ambiental" maquiada como novidade pelos marqueteiros).



Como a tirinha acima exemplifica bem, a indústria verde usa o sentimento de culpa ecológica do cidadão/consumidor comum para vender mais. A responsabilidade ambiental é obrigação de qualquer empresa decente, não uma qualidade especial de empresas altruístas. Mas hoje em dia é tratada como a ética na política: algo que deveria ser pré-requisito, mas que é anunciado como diferencial.

14.4.08

Teste de navegadores de leigo para leigos

Sempre que os sites especializados fazem comparações entre os diversos programas de navegação na internet (conhecidos como browsers), sempre são valorizados fatores como desempenho e segurança, o que faz sentido, claro.

Entretanto, para o usuário básico e responsável (aquele que navega com atenção e não sai clicando em qualquer lugar), o elemento mais importante é a (ausência da) aporrinhação ao navegar. Isso pode ser notado na compatibilidade da página com o navegador (e infelizmente muitos webmasters continuam no esquema "melhor visualizado no Internet Explorer") e na aparência amigável, o tal user-friendly.

Pois bem. Aproveitando o novo computador, resolvi reavaliar as opções de navegador disponíveis. Além do IE e do Firefox, instalei o Opera e o Safari, todos para Windows, nas versões estáveis mais recentes (ou seja, nada de versões beta).

A principal surpresa foi a diferença de visual do Safari. É sem dúvida diferente do padrão criado pelo IE e seguido pelos outros. Até esta porcaria de blog parece mais sofisticado visto pelo navegador da Apple.

Mas numa página simples e idiota como esta, não há muito o que mudar entre um e outro navegador. Os desafios são as páginas com diversos elementos, links, anúncios e o maldito javascript. Um bom exemplo é a página do webmail do Yahoo.


Internet Explorer


Com o IE, é aquilo que já se esperava: a página funciona bem, mas os anúncios e imagens inúteis aparecem em toda a sua glória. Poluição visual pura. Já no Firefox, com o uso das extensões Adblock Plus (bloqueio de anúncios) e NoScript (bloqueio de javascript), o resultado é o que considero a navegação-padrão. Reparem no aproveitamento de espaço e no visual enxuto (é o único dos quatro que não precisou exibir barra de rolagem vertical).


Firefox


Opera e Safari possuem problemas similares. Em ambos, aparece um estranho espaço branco acima do que deveria ser o início da página. Culpa dos programadores do Yahoo que fizeram seu webmail pensando apenas nos usuários do IE. Além disso, ambos possuem apenas a opção de liberar ou bloquear todos os scripts de uma página. Não dá pra bloquear e liberar conforme a vontade do usuário, como no Firefox.


Safari


O Opera ainda permite o bloqueio individual de imagens, o que diminui a poluição visual. Mas ainda tem o inconveniente de ter que ver o incômodo antes de se livrar dele.


Opera


A conclusão é que nessa rede desenhada para os padrões de um único navegador (ruim), boas opções, como o interessante Safari, deixam de ser viáveis. O trio Firefox+Adblock+NoScript se confirma como a melhor experiência para quem quer uma navegação funcional e prática que não seja visualmente ofensiva.

Firefox

5.3.08

Sandman democrata

Estou acompanhando a corrida eleitoral dos Eua, é claro. O resultado afetará o resto do mundo nos próximos anos, de uma forma ou de outra. Mas não votamos, então não vejo razão para escrever sobre o assunto como fiz nas eleições brasileiras. Mostro o gif abaixo, criado por um provável eleitor de Barack Obama, pela referência a um famoso duelo dos quadrinhos.





Se você não sabe do que estou falando, está na hora de reler o seu Sandman - Prelúdios e Noturnos que tá pegando poeira aí na sua estante.

Achei o gif animado no blog do Gaiman.

4.3.08

Dize-me o que ouves...

Brincadeira boba que copiei dela: "Você escolhe uma banda e responde tudo com nomes de músicas dela".

Escolho Roxette, é óbvio.

- Você é homem ou mulher?
"Anyone"

- Descreva-se:
"Stupid"

- O que as pessoas acham de você?
"Almost Unreal"

- Como descreveria seu último relacionamento amoroso?
"Crash! Boom! Bang!"

- Descreva sua atual relação com seu namorado ou pretendente:
"Fireworks"

- Onde queria estar agora?
"Cinnamon Street"

- O que pensa a respeito do amor?
"Bringing me Down to my Knees"

- Como é sua vida?
"Spending my Time"

- O que pediria se pudesse ter apenas um desejo?
"Wish I Could fly"

- Escreva uma frase sábia:
"I'm Sorry"

- Agora se despeça:
"Dance Away"

24.2.08

Garota-Esquilo em uma casca de noz





O quê!? Você não conhece Doreen Green, a Garota-Esquilo? Ela é simplesmente um dos personagens mais divertidos que já apareceram na Marvel. Duvida? Então confira...

10 motivos para adorar a Garota-Esquilo:
  • 1. Ela possui poderes e habilidades proporcionais aos de um esquilo, um dos animais mais estupidamente fofos e inúteis que existem;
  • 2. Ela foi criada por Steve Ditko (sim, "aquele" Ditko que criou o Homem-Aranha!);
  • 3. Em sua primeira aparição, ela salvou o Homem de Ferro e derrotou o Doutor Destino (o verdadeiro, não um robô!);
  • 4. Ela também já venceu o temido Thanos, que costuma dar trabalho pra todos os heróis Marvel juntos (e também foi o verdadeiro, não um clone mais fraco!);
  • 5. Além desses, ela derrotou outros vilões de peso, como MODOK, Terrax, Mandarim e Bi-Fera;
  • 6. Deadpool, que já lutou contra vários super-heróis, foi derrotado por ela duas vezes e considera Doreen uma adversária do nível de Homem de Ferro e Thor;
  • 7. Assim como o Batman, ela já teve um sidekick morto em ação (o esquilo Monkey Joe) e já possui uma nova parceira (a esquilo Tippy-Toe);
  • 8. Ela recebeu convite de Dum Dum Dugan para entrar para a S.H.I.E.L.D. e recusou;
  • 9. Ela faz parte do maior grupo de super-heróis da Marvel, os Vingadores Centrais (Great Lakes Avengers, hoje Great Lakes Initiative);
  • 10. Ela é apaixonada por ninguém menos que o segundo melhor herói da Marvel (antes de se tornar um super-herói emo...), a Maravilha Mascarada, Speedball!





Esqueça Homem-Aranha, Super-Homem e Batman! O melhor super-herói do mundo é a Garota-Esquilo (seguida de perto pelo G'nort)!

31.1.08

Homem, só se for no museu!

Essa matéria mostra que o homem (ser humano do sexo masculino) agora é um animal em risco de extinção.

Depois que inventaram o inseticida contra baratas (o início do fim), era só uma questão de tempo até a obsolescência total. XY no more!

Como sempre afirmei, "no dia em que as mulheres não precisarem dos homens para se reproduzir, ferrou pra nós".

Cuidem bem do nosso planetinha, moças.