29.9.06

Alckmin, sem saber, compra voto por 50 reais

A frase acima poderia ter sido o título do pequeno box publicado nO Globo de hoje que contou episódio pitoresco da passagem de Alckmin pelo Rio ontem (o candidato veio para o debate televisivo). O título mais ameno ("A loteria que deu sorte ao vendedor") foi pura bondade do jornal.

Resumidamente, um vendedor de bilhetes de loteria pretendia vender ao candidato um caro bilhete (de natureza não-especificada) cujo número terminava com a data de nascimento do tucano: 1952. Alckmin comprou o bilhete (por R$ 50,00!) e ouviu a resposta do vendedor (que encerra o box do jornal):

&mdash O senhor acaba de ganhar o meu voto. Mete bronca no debate, doutor!

Obviamente, não houve uma compra intencional de voto por parte do candidato. Mas o vendedor disse abertamente (e diante do candidato) que vendeu o seu voto, declaração que não foi contestada por Alckmin. Pior ainda é omissão do jornal, ao não alertar que a venda de voto, mesmo que involuntária como no caso em questão, é crime eleitoral.

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