7.8.05

Bye Bye Brazil

Aos leitores assíduos (o que na prática é só o caro Norrin Kurama), aviso que o Ex-quase-futuro vai ficar uns tempos (ainda) mais parado que de costume.
Enquanto passeio pelo Velho Mundo, aproveitem pra se dedicar a leituras mais interessantes do que as porcarias escritas aqui.
Até setembro!

4.8.05

Humor fácil, piada pronta


POWER! UNLIMITED POWEEEEEEERRRRR!!!

Desculpem, não resisti.
Ah, a imagem acima está na capa de O Globo de hoje.

1.8.05

Da série "Frases surdas para ouvidos mudos"

- Sim?
- Sin City.
- Sin City?
- Sim.

Um pouco sobre imagens e textos

Quando falei sobre a importância da imagem nos quadrinhos no post abaixo, lembrei que muitos pensam nas histórias em quadrinhos apenas como imagens amparadas por textos.

É notável que tanto aqueles que desconhecem a mídia como os já iniciados dêem tanto peso assim à primeira metade da equação. Porque quadrinhos são imagem E texto. Não só uma soma, mas uma combinação de imagens e textos. A batida "o todo vale mais que a soma das partes" poderia até se aplicar aqui, mas nos quadrinhos fica difícil definir o que é cada parte, se é que realmente há "partes".

É claro que aqueles com maior bagagem de leitura já viram quadrinhos "sem texto". Na verdade, quadrinhos sem balão e recordatórios, mas a narrativa, mesmo através de imagens, já é o "texto" de uma história. O desenho sem esse texto seria apenas arte plástica, não arte narrativa.

Mais raro, mas também existente, é o quadrinho "sem imagem". Estes seriam os quadrinhos sem cenários, sem personagens, onde apenas textos ou sinais gráficos caminham pelas páginas. Mesmo aí, porém, temos "imagens", com o texto manuscrito sobre linhas horizontais representando um diário imaginário de um personagem, ou uma partitura que deve ser "lida" como canção ilustrando a cena (recurso bastante utilizado na excelente Estranhos no Paraíso, por exemplo). E não podemos esquecer que as próprias palavras são imagens impressas em papel e que mesmo o espaço entre elas significa algo na página de uma HQ.

Por isso não _____ em definições simples e absolutas ao falar de histórias em quadrinhos.


___________caia

"Deve ser montagem!"

O Ex-quase-futuro agora tem uma versão fotolog. Não, você não leu errado. O cara chato que prefere textos crus, sem imagens, criou um site-irmão onde a imagem é o principal. E essa iniciativa tem uma explicação bem razoável (não, não foi verba de campanha!).

Apesar de ser uma "pessoa de palavras", não de imagens, não é segredo que minha arte/mídia favorita são os quadrinhos. Assim, é óbvio que imagens são também um dos meus interesses. Entretanto, se a escrita flui com razoável facilidade, o mesmo não pode se dizer da produção de imagens. Desenho, pintura, nem colagem de macarrão sai direito. Não tenho mão pra isso mesmo, saca? A alternativa é a captação de imagens já existentes, donde chegamos na fotografia. Com uma máquina fotográfica, até um chimpanzé cego pode criar imagens. Se vão prestar ou não, aí já é outra história.

O Fotolog surgiu como veículo natural de publicação dessas imagens captadas, apesar da minha antipatia pelo site não ser segredo algum. A maioria dos flogs se limita a um colunismo social particular ou simples reforço de auto-estima. Iniciativas inteligentes como as do Felipe ou do Márcio ainda são minoria, infelizmente.

Assim como aqui no blog, não tenho pretensões artísticas ou profissionais com o flog. Por enquanto, serão publicados apenas testes com a câmera. Imagens cruas, testes de diferentes condições de luz, movimento e enquadramento. Enfim, uma tentativa de aprender empiricamente como a máquina digital "lê" a imagem de forma diferente das analógicas. Como se alguém acostumado com a caneta estivesse aprendendo a usar o teclado.

Como sempre, o feedback é desejável, principalmente dos mais familiarizados com os aparatos digitais. Mas a política continua a mesma: comentários inúteis ou gratuitamente ofensivos serão apagados.

Pra quem quiser visitar, o endereço tá aí do lado.