23.5.05

The Sith Sense

Aproveitando o clima de oba-oba em cima de Star Wars, surge agora um joguinho em que o Lorde Vader em pessoa usa seus poderes sith para ler a sua mente.
Baseado no já popular 20 Questions, o jogo utiliza 20 perguntas para adivinhar no que você está pensando. O mais bacana é a presença do Escolhido interagindo com (ou seria melhor dizer "ameaçando") o jogador, inclusive utilizando as falas da trilogia original. Antes de adivinhar minha escolha, ouvi o Vader tirando onda e dizendo "Your mind betrayed you! I can see what you're thinking!".



O jogo é oferecido pelo Burger King, inclusive o Rei do Hambúrguer aparece pra ajudar seu velho amigo Anakin soprando uma cola de vez em quando. É a prova de que fast-food é mesmo coisa do Lado Negro da Força.

20.5.05

Um wookie, um jedi e um sith entram num bar...

Contém SPOILERS! (use com moderação)

Imagina a cena. Darth Vader na frente de um grupo de pequenas criancinhas jedi.
Segue o diálogo.
(Guri de 6 anos fofinho e meio lento) — Tio, e agora, o que nós vamos fazer?
(Vader olha pro moleque, pega o sabre de luz e) UÓÓÓÓN
Corta para outra cena.

Se isso não é engraçado, não sei o que é. O estranho é que, exceto por mim e minha respectiva, ninguém riu. Pelo contrário, li por aí que a cena é considerada forte. Depois perguntam por que preferimos o Lado Negro...

14.5.05

Uma Nova Esperança

Caso interesse a alguém, estou no Skype. Ainda estou me familiarizando, mas o negócio parece promissor.
Pra quem não conhece, é basicamente um messenger voltado para os recursos de voz (um telefone na internet). Claro que ele também conta com as facilidades dos outros messengers, como mensagem de texto e envio de arquivos. Mas o barato da coisa é realmente poder falar com uma pessoa que está longe inteiramente "di grátis". E pra isso é necessário só um microfone, uma saída de áudio (caixinhas de som ou fones de ouvido), conexão com a internet e o Skype instalado.
Mais informaçãoes (em português) e o download do programinha é só clicar aqui.

WW + CSN = Lula?

"Decerto Getúlio Vargas não se aliou a Franklin D. Roosevelt por convicção democrática. (...) Foi graças à aliança com os EUA que a Companhia Siderúrgica Nacional pôde ser erguida em Volta Redonda. Foi graças à CSN que, onze anos após a guerra, Juscelino Kubitschek pôde implantar a indústria automobilística nacional, matriz de nosso (sub)desenvolvimento. E foi graças à indústria automobilística nacional que Luiz Inácio da Silva pôde tornar-se Lula. Direta ou indiretamente, portanto, o Brasil moderno (sic) nasce da Segunda Guerra."

Raciocínio interessante de Arthur Dapieve na sua coluna em O Globo. Uma certa lógica histórica até simplista, mas com associações incomuns. Depois que se pára pra pensar, até que faz sentido.
Certos textos nos apresentam novos fatos, trazem dados inéditos e despertam conclusões inesperadas. Mas nem por isso são surpreendentes. Parece claro que um tema desconhecido vai gerar um texto repleto de novidades. É quase uma obrigação. Quando isso não ocorre, o resultado costuma ser decepcionante.
Fico maravilhado com aquele texto que se restringe à minha pequena esfera de conhecimento e ainda assim expõe argumentos ainda inéditos pra mim. Frases que despertam a pergunta "por que não pensei nisso antes?". E é justamente aí que reside o mérito delas.

9.5.05

Metafísica do segredo

"Existem dois tipos de pessoas: as que guardam um segredo e as que não guardam."
Este texto poderia ter começado com a frase acima (na verdade começou, só que era só um exemplo, por isso as aspas), mas então seria um péssimo texto. Aliás, desconfie de qualquer texto que apresente uma frase no esquema "existem n tipos de pessoas", logo seguido da especificação de cada um desses tipos. É uma generalização absurda, que não pode ser aplicada na realidade. Dito isso, sigamos adiante.
Segredos são uma particularidade interessante do que chamamos "condição humana". A forma como as pessoas lidam com os segredos (próprios e alheios) varia de acordo com o entendimento que cada um tem de sua utilidade, motivando frases como a que abre o texto e títulos arrogantes como o que pode ser lido acima.
Muita gente mal sabe conceituar um segredo. Contam um fato pra algumas pessoas e não pra outras e acham que criaram um segredo. Isso poderia ser chamado no máximo de "informação privilegiada". Outros acham que segredo deve ser algo vergonhoso, por isso mantemos para nós mesmos. Sim, existem esqueletos no armário que permanecem secretos, mas o conceito do segredo é bem mais abrangente que isso.
O que acho engraçado mesmo é uma certa noção comum de que segredos devem ser compartilhados, de preferência com um único confidente. Há até uma frase famosa que diz que "não há segredos entre três pessoas". Concordo, mas acredito que dificilmente um segredo escutado/lido por uma única pessoa seja garantido eternamente. Bons segredos repousam em ouvidos de confiança. Ótimos segredos são aqueles que jamais foram compartilhados. Levados para o túmulo. Mesmo esses, entretanto, não são infalíveis. Um testamento, uma carta, um objeto, um curioso no lugar e na hora certos, são registros que podem desvendar um ótimo mistério.
E existem os segredos perfeitos. Perfeitos porque não podem ser desvendados. Perfeitos porque jamais deixarão de ser segredos. Ocultos entre momentos, escritos em eletricidade. Que nunca se tornaram sons ou letras, que não tiveram a chance de ser matéria. Pensamentos descartados, idéias esquecidas. Levados pelo tempo, que tudo devora.

Sucatão Marvel

Declaração de Adam Warren ao Newsarama sobre sua nova série na Marvel, Livewires:
"The covert research programs that the Livewires target for sabotage are all involved in the 'weaponizing' of various Marvel Uni-related technologies, from the cells of the original Human Torch to the development of more modern mecha like the Sentinels. Given that the Marvel Uni is jam-packed with mad suprageniuses, ultra-tech wackjob organizations, and alien technologies galore, the possibilities for 'tech abuse' are practically endless!"

Mais sobre a série no Black Zombie, de onde tirei o link da entrevista.

4.5.05

Nem Herbert George faria melhor

Já comentei aqui algumas vezes sobre o "poder" de invisibilidade, mas parece que debaixo da terra isso fica ainda mais evidente.
Primeiro uma garotinha que batia no meu joelho quase fez isso literalmente. A guria vinha correndo pela estação, seguida à distância pela descuidada mãe (uma guinada repentina pra esquerda [lei da Física: crianças são objetos móveis com trajetórias imprevisíveis] e ela caía nos trilhos), direto em minha direção. Desviei quando a menina chegou perto, achando que o pequeno projétil mirava a perna, mas a desgovernada criança continuou reta e serelepe como se nada houvera em seu caminho.
Minutos depois, um homem de sobretudo (aliás, não faz sentido algum usar sobretudo numa cidade cuja temperatura mais baixa fica em torno de 18°C), magro e alto (tão magro e tão alto que parecia aqueles desenhos animados em que uma criança sobe no ombro da outra e se "disfarçam" de adulto usando o sobretudo), lia uma revista qualquer enquanto caminhava, desviando das pessoas por reflexo, sem tirar os olhos da leitura. Só que o tal "reflexo" não funcionou quando o homem-poste esbarrou em alguém que não estava lá um segundo antes, segundo seus sentidos. O apressado pedido de desculpas que recebi passou despercebido diante do rosto atônito do friorento passageiro que seguiu andando e lendo.
E o homem-quase-invisível continuava lá, esperando o transporte e não ser mais importunado.

1.5.05

Você conhece a Ilha Encantada?

Pra quem curte histórias sobre adaptações, traduções, dublagens e particularidades da linguagem, esse texto do Pedro Doria é bem bacaninha.

A questão Gancho/Hook é meio complicada. Hook é um nome próprio (ele já era Hook antes de ter o "hook"). Como tal, não deveria ser traduzido, de acordo com o padrão atual. Mas é um nome com óbvias intenções associadas, quase um codinome, nuance que se perderia caso não fosse traduzido (a não ser que imaginemos um público de crianças bilíngües, o que não é o caso). Como esse "codinome" é mais importante para a trama do que saber o sobrenome do cara chamado James, então podemos afirmar sem dúvida que a melhor opção é "Gancho" (por sinal, uma palavra com ótima sonoridade). Taí um bom exemplo de que traduções e adaptações devem ser pensadas caso a caso.

Pra não ficar só no mau exemplo

"Eu estou sempre fazendo aquilo de que não sou capaz, numa tentativa de
assim aprender como fazê-lo." - Pablo Ruiz
Não é por acaso que o maluco era conhecido como Picasso...