1.4.05

JP ou anti-JP?

"A Bilbioteca [sic] Nacional [francesa] oranizou [sic] uma grande exposição para comemorar o centenário de nascimento de Jean-Paul Sartre. É uma exposição de fotos, edições antigas e manuscritos. Até aí, nada demais. Só uma observação, quanto a expor fotos do filósofo: Sartre era feíssimo. Vesgo, com pouco mais de um metros [sic] e meio de altura, barrigudinho, cabelos ralos (que lhe provocaram uma crise existencial quando começaram a cair, antes dos quarenta anos), ele estava longe de qualquer padrão estético dominante. Para piorar, os biógrafos do filósofo, e mesmo Simone de Beauvoir, informam que Sartre não era chegado num banho. No entanto, em relação às mulheres, era um sedutor irresistível. E tinha um talento monumental para administrar vários casos, ligações, romances e paqueras simultâneos."

O texto acima (com erros que espero serem de revisão) é de Mario Sergio Conti, para o site NoMínimo.

Devo ser um tipo de Anti-Sartre. Quase todos os nossos atributos são opostos, exceto o fato de sermos igualmente feios e termos ambos uma Simone a quem atormentar. Semelhanças compreensíveis, pois dizem que todo nêmesis é um reflexo do castigado.
O (pouco, admito) que conheço de sua obra é o suficiente para considerá-la a mais refinada masturbação filosófica. O resultado, bem conhecido, é ter justificado a existência dos existencialistas que curtem o prazer do cigarro, mas não a preocupação com o destino da guimba, pois já não é mais a "sua responsabilidade".
Talvez o "herói intelectual do século 20" (palavras de Paulo Roberto Pires no mesmo site) tenha tido suas idéias deturpadas, como já aconteceu anteriormente com Nietzsche e os nazistas, por exemplo. De qualquer forma, Sartre serve como justificativa filosófica aos portadores de SUVs e Civics que conduzem carros e vidas acima da lei, desrespeitando semáforos e normas com a mesma hipocrisia com que levam suas relações unilateralmente abertas.

Sorte que não fomos contemporâneos, pois isso poderia causar uma Crise dos Infinitos Existencialistas. Tuh-dum cshhh!

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