26.4.05

De volta ao planeta dos macacos

Nesse período meio afastado da internet, vi e li coisas muito interessantes por aí. Ressalto que "interessantes" não quer dizer "boas", como os caros leitores poderão perceber mais adiante.

Antes de tudo, um comentário meio atrasado. Um telejornal qualquer mostrava as pessoas eufóricas, batendo palmas e gritando para a tal chaminé do conclave que escolheria o novo papa. Na hora, o pensamento que passou pela cabeça foi que aquilo seria o equivalente a Papai Noel pra adultos ingênuos. "Sacadinha" previsível, já que o Tutty Vasques fez uma piada usando a mesma comparação.

A situação econõmica do país tá complicada. Mesmo os lugares que vendem até a mãe em suaves prestações a perder de vista não estão mais conseguindo embutir os juros sem ficar no prejuízo. Assim, os juros são inevitáveis, mas como dizer isso? Nessas horas, a cara-de-pau dos marketeiros é a solução. Num comercial recente, o mala das Casas Bahia anunciou "tudo em 12 vezes quase sem juros" (grifo meu). Ou seja, "nós dissemos que tem juros; se você só ouviu a parte onde se dizia 'sem juros', é problema seu". Mais eufemístico, impossível.

Um comunicado a todos os leitores que enviam e-mails. Tá, ninguém faz isso. Mas os nove leitores habituais (são nove mesmo, acreditem ou não!) já podem mandar suas longas missivas para o novo-ex-quase-mail. Todos os e-mails serão lidos, exceto os "enlarge your penis", "trabalhe em casa", "get cheaper viagra" e "biblioteca jurídica em CD".

Uma pergunta final pros gibizeiros das antigas: alguém sabe que fim levou a Contraterra?

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