12.3.05

Visitas não, leitores sim: esse é o mantra

Parece que alguns ainda não perceberam, mas tô pouco me lixando pra visitas. Não que você que está lendo essas mal-traçadas linhas não seja bem-vindo. Pelo contrário, o lance aqui é puxar uma cadeira e bater um papo, seja pra concordar ou pra achar tudo uma grande besteira. Mas visitas são apenas números girando num contador.

Leitores são aqueles que voltam, aqueles que percebem uma pequena mudança (não necessariamente pra melhor) no teor do blog, aqueles que conseguem apontar quando um texto contradiz outro mais antigo. Leitores são os que voltam porque exercitam o sadismo ao destruir cada argumento do texto; porque apreciam os escritos, mesmo não concordando; porque têm o prazer masoquista de ler um texto que adoram detestar.

Por isso, insisto para que o caro leitor pare de vir todo dia, pois este não é um diário. Utilize um leitor de RSS/Atom (o Firefox tem um "de fábrica", mas recomendo o Sage) e seja avisado quando surgir algo de podre neste reino não-dinamarquês.

O Ex-quase-futuro, como o nome já mostra, não é nada específico. Pode ter reflexões sobre a vida (que pretensão!), chistes jocosos, poemas de pé quebrado, avaliações de livros/filmes/gibis (qualquer um é crítico hoje em dia!) ou textos herméticos e/ou incompreensíveis. O único critério é "não caber em outro lugar". Não por acaso, na descrição aqui ao lado este veículo é comparado a uma lixeira atemporal.

Acredito que a função de um texto é ser lido. Por muitos, por poucos, por um, não importa. Por isso esses textos estão aqui, não em um bloquinho. Acrescente aí os recursos da internet, como a exibição de links para um determinado assunto ou a utilização de imagens e taí o motivo para a gênese desta aberração.

O grande barato dos leitores é que eles existem. Se comunicar ou não, é opção deles. Feedback é um desejo, não uma necessidade. E nessa modalidade, prefiro o e-mail. Assim, o leitor pode fazer um longo texto abordando prós e contras, acertos e erros de toda a porcaria escrita aqui.

Comentários são uma solução para os preguiçosos. Surgiram por pedidos de leitores que queriam argumentar sobre o texto de forma mais curta e rápida. Mas foram colocados com uma série de limitações e podem sumir a qualquer instante.

Entretanto, seria ingenuidade achar que um blog é um ato altruísta de compartilhar ineditices com o mundo. Não há como negar que blog é sim uma ego trip, mas o tamanho dessa viagem varia de ego pra ego. Até onde sei, só embarca quem quer. E, no fim das contas, só o capitão afunda com o navio. Mulheres e crianças primeiro!

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