2.3.05

Produzindo agitações climáticas extensas em um recipiente com H2O

Não sou uma pessoa sociável. Não curto aglomerações. Fama e reconhecimento não me dizem nada. Dou muito valor aos meus livros, gibis e DVDs. Mas sei que isso não é tudo na vida.
E esse não é um daqueles textos que dizem "ande pela praia, veja os passarinhos, ame sua família". Pode ter certeza de que não é. Auto-ajuda não é pra mim ou pra quem me lê. Ninguém precisa ter amigos ou familiares que lhe dizem o quanto somos legais. Ou somos ou não somos. E sabemos disso.
Não vou dizer "feche o livro e vá viver a vida". Talvez se mais pessoas lessem livros, a vida se tornasse mais interessante, até um ponto em que as pessoas parassem de fugir para um livro. Sim, às vezes fugimos para os livros. Porque a vida parece maçante, porque o livro é mais emocionante. Mas sabemos que nenhuma sensação mediada substitui a sensação real. Isso faz a diferença.
As pessoas insistem em dizer que viver bem é "fazer algo ao lado de alguém". Discordo duplamente. Não é preciso "fazer algo", muito menos "com alguém", para viver bem. Viver é ser. Ser quem somos. Nada mais, nada menos. Qualquer coisa além disso é anúncio pra vender margarina. Para viver, não precisamos de drogas, bebidas, festas, família, amigos e (surpresa das surpresas!) também não precisamos de livros, gibis ou DVDs. Ter (ou usar) tudo isso não é viver. Ao contrário do que muitos pensam, a perda dessas coisas não é a perda da vida. Viver é ser, não ter. É pensar, não repetir. É agir, não assistir.
Então seja, pense, aja. Você começa sozinho e termina sozinho. Todo o resto são pedras e doces no caminho. Mas só você pode viver sua vida.

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