3.2.03

Mais vale um pássaro na mão...

Dia quente. Dia quente e cansativo. Suando em bicas, correndo para o ponto de ônibus, pensando num ônibus com ar condicionado. Desejando um ônibus com ar condicionado.
Esperança. Lá vem o 3! Com ar!! Lindo!!! A visão inquieta procura outras opções. No outro lado da rua aparece o 2, também com ar. Beleza! Andar no conforto e chegar ainda mais rápido. Mas é do outro lado. Três faixas de asfalto no caminho para a felicidade. Será que dá para atravessar? Deu. Merda! Muito longe ainda. Outro ônibus na frente. Idéia: esperar que o ônibus se aproxime. Espera ingrata. Ônibus andam. O 2 vai junto. Muito tarde e muito distante para qualquer apelo a um possível motorista emotivo.
Esperança. De volta à primeira opção. O 3 ainda está lá. Muito próximo para a visão, muito longe para braços e pernas. Corrida inútil. Sonhos gelados de ar condicionado se afastam a 40 quilômetros por hora. Um velho provérbio fica martelando, zombeteiro, na mente.
Ironic, ironic, ironic. That’s my life.

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