19.5.02

O ônus da prova

Assisti à peça "A Prova", com Andréia Beltrão. Excelente do primeiro ao último minuto. Minutos que me fizeram pensar em algumas questões. Por que temos que provar que não estamos errados a cada decisão que tomamos? Por que, quando fazemos algo certo, temos que provar que não trapaceamos? Isso é uma tremenda incoerência. Já diz uma frase muito famosa no Direito: "O ônus da prova cabe ao acusador". Estou errado? Então prove que estou errado.

Outra questão da mesma peça: por que existem pessoas que se incomodam com o pensamento alternativo, com formas diferentes de viver a vida? O grande barato desse conjunto de seres heterogêneos que chamamos "a humanidade" é que alguns (poucos) de nós têm o talento para inovar. São esses revolucionários que nos permitem mudar nossos paradigmas existenciais rumo a algo novo. O novo não é melhor ou pior, é apenas diferente das experiências passadas. Mudamos para sobreviver. A alternativa é a morte causada pela estagnação.

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