19.9.01

Casseta, cadê a piada?

Coisa estranha o Casseta e Planeta Urgente não ter falado nada sobre o atentado, né? Quem conhece o estilo dos cassetas sabe que eles não têm pudores morais de falar de religião, futebol ou política. Então por que eles evitariam fazer gracinhas sobre o atentado em NY? Se até a internet, onde só circula besteira, fez piada com o assunto, por que não na TV, onde pelo menos as piadas são mais inteligentes?

Tem cara de censura. Mas seria uma censura auto-imposta ou uma censura imposta pelo alto? Acho que é um conjunto das duas. Os cassetas provavelmente pretendiam falar, ao menos um pouco, sobre o atentado. Só que, na última hora, a Globo deve ter "aconselhado" (com muitas aspas, por favor) os rapazes a deixar isso de fora. E eles, não sendo bobos e querendo manter o emprego, aceitaram numa boa.

Pode ser uma teoria conspiratória, mas perceberam como não teve a enquete ao vivo com a Maria Paula? Perceberam que não teve nenhuma cena própria pro encerramento, como geralmente ocorre?

Considerando que isso realmente aconteceu, é uma medida ética? É solidária com um povo que está sofrendo, mas que nunca vai assistir esse programa? Ou é apenas uma forma de evitar a reflexão crítica que o humor provoca nas pessoas?

Seja qual for a resposta, esta é mais uma prova de que os problemas dos outros acabam afetando o nosso humor.

Dangerous Minds

Passada uma semana após o atentado, agora eles vêm dizer que talvez existam outros terroristas nos EUA pra uma segunda leva de ataques terroristas suicidas! Isso leva a muitas reflexoes. Imagina como fica um cara que tá esperando a hora de morrer! Mas não tente se imaginar; sua mente é ocidental. Tente pensar num cara que vê a morte pela causa como a maior das dádivas! Pense como um cara desses fica ao esperar a ordem de realizar um ato terrorista no qual ele vai morrer. Ficará apreensivo? Ansioso? Ele pensa em desistir em algum momento?

Acho que o cara tem que ser muito louco (e muito macho) pra entrar num gigantesco pássaro de metal cheio de líquido inflamável e jogar essa bomba voadora consigo dentro contra um monolito de aço e concreto localizado na maior cidade do mundo. Pessoas que fazem isso podem fazer qualquer coisa. Agora é esperar pra ver.

Acerte o símbolo

Ainda falando do atentado. Os alvos foram os símbolos do poderio norte-americano: as Torres Gêmeas (símbolo econômico); o Pentágono (militar); e o alvo que não foi atingido, a Casa Branca (político). Considerando o fato de existirem mais terroristas infiltrados soltos pelos EUA, suponha que novos símbolos sejam atingidos. Você arriscaria dizer qual deverá ser o próximo alvo?

Mande sua opinião pro Ex-quase-futuro. (Antes que algo mais exploda...)

15.9.01

MIB 2: Conseqüências da tragédia

Ontem falei sobre as mudanças no filme do Homem-Aranha causadas pela tragédia da última terça. Pois hoje surgiram mais conseqüências cinematográficas.

O esperado retorno de um dos melhores filmes da década de 90 foi seriamente prejudicado pela destruição das Torres Gêmeas. Men in Black 2 usaria o World Trade Center em suas seqüências de abertura e de encerramento.

Agora o roteiro está sendo refeito às pressas para que não se perca o capital e o ritmo de produção do filme. É mais uma baixa na indústria que é sem dúvida o melhor da cultura norte-americana.

Vergonha ou homenagem

Acho besteira essa coisa de remover a imagem das Twin Towers dos filmes ainda em produção. Se eles filmaram o prédio quando ainda estava inteiro, então por que nao colocar no filme?

Desde que não mostrem as torres sendo explodidas no filme (o que seria de extremo mau-gosto), acho que não tem nada de mais em mostrar as torres. Acho que seria até uma homenagem, uma imagem "póstuma" de um cartão-postal que não existe mais. Imaginem como os povos antigos valorizariam um "retrato em movimento" de uma das Maravilhas destruídas por catástrofes naturais...

Na realidade, isso deve ter a ver com a mania que os americanos têm de esconder suas derrotas nacionais. Por causa dessa triste neurose, os Estados Unidos são esse país prepotente, ufanista, porém cheio de esqueletos trancados no armário.

E devido a isso, diversos filmes que poderiam ser fodões (e ainda prestar uma homenagem a um dos símbolos de NY) acabam sendo prejudicados pela insanidade de terroristas e pela tola vaidade americana. Triste, realmente triste...

Realidade ou ficção

Já que a temática de hoje é cinema e tragédia, vou indicar dois textos excelentes que falam sobre os dois assuntos. Ambos saíram em O Globo de hoje. Um deles é do Luis Fernando Verissimo, mostrando que efeitos especiais de cinema estão obsoletos perto do que acontece diante dos olhos. O outro texto é da Ana Maria Bahiana, expondo a visão de Hollywood sobre a cena real mais cinematográfica de todos os tempos.

13.9.01

Cultura Interativa

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HQ

Você mora no Rio? Conhece histórias em quadrinhos? Tem vontade de escrever sobre o tema? Então mande um mail pro Ex-quase-futuro. Estamos aguardando você!

Homem-Aranha: Conseqüências da tragédia

Trecho retirado do site Omelete: "O World Trade Center teria grande importância no filme do Homem-Aranha, a ser lançado em maio de 2002. Como o herói aracnídeo é um personagem que vive em Nova York, os arranha-céus de Manhattan seriam naturalmente parte do cenário. No teaser-trailer, um helicóptero é preso numa teia entre as torres gêmeas do mesmo World Trade Center destruído ontem.
Logo após o incidente, a Sony Pictures removeu do site oficial do filme este trailer. Um porta voz do estúdio disse que as cenas envolvendo as torres gêmeas do WTC não estariam no filme. Com isso, o filme não será prejudicado ou refeito.
Ironia do destino, o pôster da produção mostra o World Trade Center sendo refletido nos olhos do herói."

Na minha opinião, ironia mesmo é o fato de que a última filmagem das Twin Towers para o cinema seja justamente num filme sobre quadrinhos, uma mídia que abusa da ficção. Não é difícil ver a cidade de Nova York sendo varrida do mapa em suas páginas.

A união de cinema com quadrinhos é sempre inusitada e imprevisível. Mas nada se compara com a queda das Torres Gêmeas, a tragédia que não pôde ser prevista nem pelo cinema, nem pelos quadrinhos...

3.9.01

Anti-Social Men

Uma nova loja de acessórios para homens e mulheres.
Sapatos com lâminas para tirar do caminho os imbecis que andam como lesmas quando você está com pressa!
Ombreiras com espinhos de ferro pra evitar aquele "tapinha amistoso" nas costas ao encontrar um "conhecido" na rua!
Mãos postiças com o dedo médio levantado pra você não precisar gastar energia com a sua (acompanha o K7 ou CD "Os mais belos palavrões de todos os tempos", um verdadeiro clássico)!
Camisa com a estampa "Não me toque: doença infecto-contagiosa"!
Cadeira individual portátil para cinema; sente-se sozinho aonde você quiser (acompanha fone de ouvido para ouvir o filme sem escutar comentários sofríveis do público)!
Os preços são camaradas; os vendedores não! Em caso de insatisfação, devolvemos seu dinheiro! Pelo correio! Não queremos que volte aqui na loja; não gostamos de você!

PAM!

Quem freqüenta isso aqui (Há! Que piada! Até parece que alguém lê esse lixo...), sabe que costumo dar uma opinião a respeito dos filmes a que assisto. Dessa vez, entretanto, a opinião é sobre um pequenos mecanismo dos filmes de suspense: o PAM!

Comentava isso com minha respectiva ao assistir O Dom da Premonição, aliás, um filme muito bom! Porém, mesmo sendo bom, não escapa do velho mecanismo. Devo dizer que não é nada de tão elaborado, apesar de ser extremamente eficaz. Consiste no seguinte: o filme rola normalmente, mas na hora em que o personagem entra num momento "tenso" do filme, entra a famosa "musiquinha de suspense" que vem baixinha, quase imperceptível, dando o clima de agonia para a cena, até que... "PAM!"

Perceberam agora? Seja alguém com uma faca ou uma caveira que sai da cova, sempre rola aquele efeito sonoro pra provocar o susto. No filme em questão, esse efeito nem era necessário, pois os sustos são bem planejados. Mas estou cansado de ver filmes de suspense onde o susto não vem da trama e sim do manjado efeito sonoro. Dá até raiva: "Não acredito que tomei um susto com essa cena fraca! Só por causa desse maldito 'PAM!' no meu ouvido..."

Não quero derrubar uma prática tão difundida no gênero de suspense, mas, pra mim, colocar o PAM num filme é admitir que o diretor não sabe armar um bom susto só com o som natural da trama, demonstrando para o espectador um certo grau de incompetência. Afinal, se o PAM fosse um barulho criativo, o Windows não faria uso dele quando você comete um erro...

(Falta de) Inteligência Artificial

Quem me conhece sabe que adoro quadrinhos. Então essas pessoas talvez estranhem o fato de quase não citar situações de quadrinhos aqui nesse espaço. Acho que gosto tanto das HQs que não quero sujar seu nome nessas linhas. Talvez. Mas vamos à história.

Lembro da época em que o X-Factor (equipe formada pelos ex-quase-futuros X-Men Ciclope, Jean Grey, Fera, Homem de Gelo e Arcanjo) usava como base uma nave com inteligência artificial (muito antes do Spielberg, viu?).

Lembro que, na época, o Ciclope possuía o invejável recurso de fazer um memorando pra todos os membros da equipe (inclusive ele mesmo) apenas falando "Nave, memorando para fulano" e a Nave gravava o que ele dizia para ser recebido pela pessoa certa na hora certa.

Agora você me pergunta: JP, por que essa baboseira toda? Por que toda essa viagem com quadrinhos pra falar de algo que não existe? Talvez um de vocês pense que invejo a mordomia do Ciclope!

Na realidade, invejo a capacidade de memória da Nave e dos computadores em geral, dos quais ela é um representante exemplar! Guarda todas as informações recebidas com total precisão, podendo recorrer a elas sempre que necessário. Enquanto isso, quanto mais tento lembrar de um fato, mas distante a memória dele se torna! Culpa da TV! Não sei quem fabricou minha mente, mas o processador nela instalado certamente é o Lentium®...

Malditos quadrinhos! Por que não tenho uma Nave pra mim?

Ex-quase-futuro - Mês Dois

Lamentamos o tempo fora do ar, mas estávamos mudando os servidores. Tudo bem, sei que essa desculpa não cola mais. Na realidade, minha residência estava sendo pintada e estive indisposto a escrever (DETESTO OBRAS, REFORMAS E AFINS!).

Pra quem não percebeu, o Ex-quase-futuro sobreviveu ao primeiro mês. Aos trancos e barrancos, conseguimos manter uma razoável média de atualizações. Ganhamos nossa primeira batalha contra as teias de aranha. Só faltou gente pra ler o resultado; poucos loucos se habilitaram. Mas a partir de agora, atualizações freqüentes e (quase) diárias vão procurar fazer dessa porcaria algo mais interessante de se ler...