
O Cris Evans francês salva a Keira Knightley francesa de uma tentativa de suicídio e depois se envolve com ela através de um jogo tipo Second Life. Buraco Negro é o típico filminho de "sedução e mistério" que passa no Supercine, tendo como extra o componente do mundo virtual (que nem é tão legal assim).
Curioso mesmo é o título do filme por aqui. "Buraco Negro" vem do nome do tal jogo virtual (Black Hole). Mas o título original é "L'autre monde", o que faz muito mais sentido no contexto do filme.
O título brasileiro transmite a idéia de que o jogo é importante para a narrativa; tremenda propaganda enganosa. Além de aparecer bem pouco, o jogo, que tem um visual noir/S&M, mas não desperta grande interesse, só serve mesmo para o protagonista tentar conhecer o íntimo da mulher misteriosa (tempos atrás, um diário cumpriria essa função).
O próprio filme indica como deve ser lido. O avatar da mulher misteriosa dentro do jogo se refere ao mundo real como "o outro mundo". É a esse mundo real (que somente para essa personagem é "o outro") que o título se refere. Ele é o que realmente interessa para o espectador. Até perceber isso, somos levados a uma leitura meio capenga que só é interrompida com essa frustração de expectativa que a má escolha de título causa.
O "buraco negro" deve estar na cabeça de quem acha que títulos não têm importância e que só precisam ser chamativos.
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