28.2.03
Sexto sentido das selvas
Pode parecer bizarro, mas o moleque Haley Joel Osment, conhecido pelo papel do garotinho que vê gente morta em "O sexto sentido", dublou a voz de Mogli no original em "Jungle Book 2". Imagina só um Mogli ofegante e apavorado dizendo "I see dead animals". Assustador ou ridículo? Talvez os dois.
25.2.03
George in the Bush
Nem os ingleses agüentam mais essa aliança entre George W. Bush e Tony Blair. Esse vídeo mostra a verdadeira natureza da relação dos dois. Na última passeata londrina contra a guerra, um dos cartazes mais elogiados era um que dizia "Bush, Blair, get a room!!". Concordo. Quem sabe assim eles esquecem essa guerra imbecil (sei que "guerra imbecil" é pleonasmo, mas não resisti).
13.2.03
Para que servem os créditos?
4.2.03
Revolução (de pensamento) ou golpe (de marketing)?
Engraçado o pessoal de esquerda falar de "revolução" em Cuba, quando o que ocorreu foi o chamado "golpe de Estado". É um posicionamento que lembra o dos militares que comandaram o Brasil durante 20 anos chamando o golpe de 64 de "Revolução de 64".
Golpe de Estado é, a grosso modo, a derrubada de um governo por determinadas forças (que podem ser populares, militares, políticas, empresariais) com a subseqüente formação de um governo ditatorial (geralmente militar). Se os motivos e as conseqüências dos golpes cubano e brasileiro são (muito) diferentes, é devido às pessoas e aos valores envolvidos.
No entanto, acobertar o levante de um regime ditatorial através da florida palavra "revolução", repleta de significados positivos, é ocultar a verdade mais simples: houve um golpe de Estado no Brasil e (acreditem se quiser!) houve um golpe de Estado em Cuba. O fato deste último golpe continuar sendo chamado de "Revolução Cubana" por todos os "reprodutores de discursos" é a prova cabal da afirmação "a história é escrita pelos vencedores".
Golpe de Estado é, a grosso modo, a derrubada de um governo por determinadas forças (que podem ser populares, militares, políticas, empresariais) com a subseqüente formação de um governo ditatorial (geralmente militar). Se os motivos e as conseqüências dos golpes cubano e brasileiro são (muito) diferentes, é devido às pessoas e aos valores envolvidos.
No entanto, acobertar o levante de um regime ditatorial através da florida palavra "revolução", repleta de significados positivos, é ocultar a verdade mais simples: houve um golpe de Estado no Brasil e (acreditem se quiser!) houve um golpe de Estado em Cuba. O fato deste último golpe continuar sendo chamado de "Revolução Cubana" por todos os "reprodutores de discursos" é a prova cabal da afirmação "a história é escrita pelos vencedores".
3.2.03
Mais vale um pássaro na mão...
Dia quente. Dia quente e cansativo. Suando em bicas, correndo para o ponto de ônibus, pensando num ônibus com ar condicionado. Desejando um ônibus com ar condicionado.
Esperança. Lá vem o 3! Com ar!! Lindo!!! A visão inquieta procura outras opções. No outro lado da rua aparece o 2, também com ar. Beleza! Andar no conforto e chegar ainda mais rápido. Mas é do outro lado. Três faixas de asfalto no caminho para a felicidade. Será que dá para atravessar? Deu. Merda! Muito longe ainda. Outro ônibus na frente. Idéia: esperar que o ônibus se aproxime. Espera ingrata. Ônibus andam. O 2 vai junto. Muito tarde e muito distante para qualquer apelo a um possível motorista emotivo.
Esperança. De volta à primeira opção. O 3 ainda está lá. Muito próximo para a visão, muito longe para braços e pernas. Corrida inútil. Sonhos gelados de ar condicionado se afastam a 40 quilômetros por hora. Um velho provérbio fica martelando, zombeteiro, na mente.
Ironic, ironic, ironic. That’s my life.
Esperança. Lá vem o 3! Com ar!! Lindo!!! A visão inquieta procura outras opções. No outro lado da rua aparece o 2, também com ar. Beleza! Andar no conforto e chegar ainda mais rápido. Mas é do outro lado. Três faixas de asfalto no caminho para a felicidade. Será que dá para atravessar? Deu. Merda! Muito longe ainda. Outro ônibus na frente. Idéia: esperar que o ônibus se aproxime. Espera ingrata. Ônibus andam. O 2 vai junto. Muito tarde e muito distante para qualquer apelo a um possível motorista emotivo.
Esperança. De volta à primeira opção. O 3 ainda está lá. Muito próximo para a visão, muito longe para braços e pernas. Corrida inútil. Sonhos gelados de ar condicionado se afastam a 40 quilômetros por hora. Um velho provérbio fica martelando, zombeteiro, na mente.
Ironic, ironic, ironic. That’s my life.
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